Dólar se aproxima de R$ 5 e Ibovespa avança com cenário eleitoral no radar

Moeda americana fecha a R$ 5,019, enquanto Bolsa supera 208 mil pontos em sessão marcada por fluxo estrangeiro e fatores externos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (20) com valorização dos ativos locais. O dólar comercial recuou 0,58% e terminou o dia próximo de R$ 5,01, enquanto o Ibovespa avançou 1,57% e superou os 208 mil pontos. O movimento refletiu uma combinação entre enfraquecimento da moeda americana no exterior, entrada de recursos estrangeiros e atenção ao cenário eleitoral brasileiro.

No câmbio, a moeda americana fechou vendida a cerca de R$ 5,019, acumulando o terceiro pregão consecutivo de queda. Em outubro, a desvalorização chega a pouco mais de 3%, enquanto a baixa no ano supera 8%.

Parte do movimento veio dos mercados internacionais. O dólar perdeu força diante de outras moedas, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram. Dados mais fracos do mercado imobiliário americano também influenciaram as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do país. Reuters

Quando os juros dos títulos americanos caem, outros mercados podem ganhar atratividade relativa. Nesse ambiente, países emergentes como o Brasil podem receber maior fluxo de capital, o que tende a dar suporte às moedas locais.

No mercado doméstico, os investidores também acompanham os desdobramentos da eleição presidencial. A proximidade do segundo turno e a divulgação de novas pesquisas têm provocado ajustes nas expectativas para juros, política fiscal e desempenho dos ativos brasileiros.

Bolsa supera os 208 mil pontos

O Ibovespa terminou o pregão aos 208.295,98 pontos, alta de 1,57%. Durante o dia, o índice chegou a se aproximar dos 209 mil pontos, alcançando um dos níveis mais altos desde 9 de outubro.

A entrada de capital estrangeiro ajudou a sustentar o movimento. Além disso, empresas mais sensíveis às perspectivas de juros e consumo tiveram desempenho positivo em meio à redução dos juros futuros.

A leitura dos investidores é acompanhada com atenção porque mudanças nas expectativas para os juros afetam diretamente setores dependentes de crédito. Custos de financiamento menores, por exemplo, podem favorecer consumo, investimentos e empresas com maior exposição ao mercado doméstico.

Petróleo fecha em queda

No exterior, o petróleo Brent também perdeu força e encerrou o dia próximo de US$ 109 por barril. O mercado reagiu às notícias relacionadas às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã e à possibilidade de redução de parte das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A trajetória do petróleo permanece relevante para as expectativas globais de inflação. Como energia e transporte afetam custos em diferentes cadeias produtivas, uma queda mais persistente das cotações pode diminuir pressões sobre preços e influenciar as decisões dos principais bancos centrais.

Com o segundo turno das eleições brasileiras se aproximando e o cenário externo ainda sujeito a oscilações, câmbio, juros e Bolsa seguem reagindo rapidamente a novos dados econômicos, pesquisas e sinais vindos dos mercados internacionais.

Fonte: Agência Brasil, com informações da Reuters.