O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 em expansão. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o país terminou o ano com quase 60 milhões de vínculos formais ativos, resultado que representa crescimento de 5% em relação ao ano anterior.
Segundo a Relação Anual de Informações Sociais, o Brasil contabilizou 59,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada ou vinculados ao serviço público e outras modalidades formais de contratação. A maior parte desse contingente é formada por empregados celetistas, que somam mais de 46 milhões de vínculos.
O setor de serviços foi o principal responsável pelo avanço do emprego formal no país. A área concentrou mais de 35 milhões de postos de trabalho e registrou crescimento de 7,2% na comparação com 2024. Comércio e indústria também apresentaram saldo positivo, ambos com expansão de 1,7% no número de trabalhadores.
A construção civil manteve trajetória de crescimento e ultrapassou 2,5 milhões de empregos formais. Já a agropecuária registrou aumento mais moderado, mas também fechou o ano em alta.
Dentro do setor de serviços, o destaque ficou para a administração pública, especialmente nos municípios e governos estaduais. Educação e saúde também ampliaram o número de contratações ao longo do período.
Apesar do aumento no volume de empregos, o levantamento apontou uma leve retração na remuneração média dos trabalhadores. O rendimento médio caiu 0,5% e ficou em R$ 4.434,38 no ano passado.
Outro dado observado foi o crescimento do número de empresas e estabelecimentos com empregados no país. O total passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões, indicando ampliação da atividade econômica formal.
Regionalmente, Norte e Nordeste lideraram o crescimento proporcional do emprego formal. As duas regiões registraram alta de 10,1% no estoque de trabalhadores. O Centro-Oeste também apresentou avanço significativo, enquanto Sudeste e Sul mantiveram crescimento em números absolutos.
Entre os estados, o Amapá apresentou o maior crescimento proporcional no número de vínculos formais. Piauí, Alagoas e Paraíba também registraram forte expansão. Em números absolutos, São Paulo liderou a geração de empregos, seguido por Bahia, Minas Gerais e Ceará.
Ao comentar os resultados, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o país atravessa um momento positivo no mercado de trabalho, apesar do impacto dos juros elevados sobre a atividade econômica.