O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (16), uma operação que teve como alvo um suposto esquema de desvios de recursos públicos envolvendo agentes políticos e empresários. Ao todo, dez pessoas foram denunciadas por crimes como organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Entre os denunciados está o deputado estadual Rafael Nobre. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar, investigadores encontraram R$ 21 mil em espécie. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) confirmou que agentes também realizaram buscas no gabinete do deputado.
Outro investigado é o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos, conhecido como Magrão Nobre. Na casa dele, os policiais apreenderam R$ 45 mil em dinheiro, segundo informações da investigação.
A operação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que expediu dez mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos denunciados. Além da coleta de provas, o Ministério Público pretende obter o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.
De acordo com a denúncia apresentada pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Antonio José Campos Moreira, o grupo teria estruturado um esquema para direcionar contratos públicos por meio de empresas supostamente controladas de forma oculta, utilizando mecanismos para ocultar a origem dos recursos obtidos.
Em nota, a Alerj informou que está colaborando com as autoridades e reafirmou seu compromisso com a transparência e o cumprimento das determinações judiciais durante o andamento das investigações.
A defesa do deputado Rafael Nobre afirmou que as medidas executadas possuem caráter exclusivamente investigatório e negou qualquer envolvimento do parlamentar nas irregularidades apontadas pelo Ministério Público. Segundo os advogados, a inocência do deputado será demonstrada ao longo do processo.
Também por meio de nota, a Prefeitura de São João de Meriti declarou que a apuração dos fatos cabe exclusivamente ao Poder Judiciário e ressaltou que todos os envolvidos devem ter garantido o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.